O desejável e o possível
“Quando o desejável era impossível foi entregue a Deus; quando o desejável se tornou possível foi entregue à ciência; hoje, que muito do possível é indesejável e algum do impossível é desejável temos de partir ao meio tanto Deus como a ciência. E, no meio, no caroço ou no miolo, encontramo-nos, com ou sem surpresa, a nós próprios. Por esta razão, queiramos ou não, tudo nos está entregue.” (p.106)
SANTOS, Boaventura de Souza. Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade. 11 ed. São Paulo: Cortez, 2006, 348p.