Estive ontem na defesa de doutorado sobre colaboração em EaD da Ana Cristina Lima Santos Barbosa, bastante elogiada, na Faculdade de Educação da USP. Ainda não tive acesso à tese, mas publico abaixo algumas anotações sobre o que os participantes disseram que parecerem bacanas para se refletir sobre Educação a Distância.
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Estamos pagando o preço de dizer que teríamos poder sobre o nosso tempo com EaD. Hoje o tempo institucional é mais forte do que todos os tempos.
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O currículo em EaD tem que ser menor. Mesmo com currículo enxuto se pode avaliar.
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Precisamos pensar nas dimensões do nosso trabalho em EaD (política, inter-pessoal, tecnológica, etc.), da mesma forma que devemos pensar no presencial.
POLÊMICAS:
Houve polêmica quanto a uma afirmação que Ana Cristina fez na tese de que EaD confere mais intimidade entre aluno e professor (mais ou menos isso) do que o ensino presencial.
Ana disse que também não gosta de comparações, as evita, que cada ensino é um ensino, mas essa questão de maior intimidade com o aluno é uma convicção pessoal, fruto de anos de trabalho em EaD. Ela é professora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF ) em cursos a distância da Graduação e Pós, além da Site Educacional, e acredita que via online pode-se saber mais do aluno do que presencialmente.
No virtual, o aluno se exporia mais, justifica ausências, comenta assuntos particulares e expressa sentimentos. Ela conhece seus alunos pela escrita deles e, por meio da escrita, acredita que consegue entrar na intimidade dos participantes. Oralmente, em sala de aula, isso seria mais difícil.
Nesta discussão, Ana Cristina defendeu também que “A presença do aluno em EaD é a contribuição que ele dá no ambiente. Ou interage pra ter presença ou não está”, outro ponto polêmico em EaD. Ela acha que não tem como saber se o aluno está aprendendo se ele não se expressa no ambiente… Mesmo em cursos com uma abordagem não-colaborativa, se o aluno não se comunica, não está presente. Independente do modelo de EaD (colaborativo, interativo ou não), Ana Cristina acredita que o aluno está mais presente no virtual não só por meio da escrita pessoal, mas também pela participação dos demais no ambiente “O aluno faltante fica constrangido de não estar participando”…
Espero que ela publique logo a tese na Internet para que possamos lê-la
Gostaria muito de ler a tese…
Avise-me.
Abraços.