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Archive for the ‘Educação’ Category

Protesto no RJHá dois anos não publico um post neste blog, por diversas razões.  Mas, para mim, este é um momento histórico e não poderia deixar passar sem um registro aqui, onde tantos outros importantes foram feitos.

Histórico por conta dos protestos que acontecem pelo país, não vistos desde 1992 no impeachment do presidente Fernando Collor, portanto, há mais de vinte anos.

Histórico (pessoal) porque estou no momento de intensa escrita da tese de doutorado, cujo título é “Educação para a cidadania: condições e desafios para uma educação emancipadora a distância”. Portanto, não tinha como não atualizar o que já havia escrito sobre cidadania (planetária) com o atual momento de “levante” cidadão. Acabo de fazê-lo e minha cabeça ferve…

Já que estamos tratando, no final das contas, de cidadania, compartilho um trechinho da tese a respeito

(mais…)

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Meu segundo filho nasceu!

Este blog fez parte desta história, já que, no início, ele foi criado para registrar e compartilhar reflexões durante o mestrado, cuja pesquisa deu origem ao livro. As pessoas que comentaram os posts, além das redes e comunidades que participei na época, também tem sua parcela de “responsabilidade”.

Seria um prazer conhecer você pessoalmente no lançamento 🙂

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Não sei o quem é mais carrasco: secretaria ou os jornalistas/jornal que publicaram a lista das piores escolas em matémática da rede estadual de São Paulo. Só faltou divulgar os nomes dos alunos! Pra quê?!

A edição paulista do caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo, hoje, está um primor! Além do rank das escolas, via Saresp, traz uma matéria sobre a primeira turma de formandos da universidade Unipalmares (nada contra, até por desconhecimento da proposta), com maioria dos alunos negros. Fiquem com essa pérola: “Esses canudos são suas verdadeiras cartas de alforria. Agora, sim, vocês são livres, donos de si. Livres, enfim!“, disse o ator Milton Gonçalves. O presidente Lula tava lá. Será que os formandos pediram emprego pra ele? Espero que não precisem, mas a realidade é outra.

Pra terminar esse desabafo, a manchete da entrevista com a secretária de Educação do estado, Maria Helena: “Professor está mal preparado, diz secretária”, que diz, na verdade, que o “professor sai muito mal preparado das faculdades”. Que tal trocar a manchete por “foi mal preparado“? Essa história de que manchete tem que estar no presente acaba responsabilizando apenas o professor.

que me perdoem as minhas obrigações, mas tive que gastar um tempinho neste desabafo… LAMENTÁVEL!

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Uma prima de quinze anos passou alguns dias em minha casa nestas férias. Em minha casa mais ou menos porque grande parte do dia ela estava mesmo no MSN, conversando com seus amigos, que surgiam principalmente à noite. Nada contra. Eu mesma sou uma adepta desta forma de comunicação, extremamente útil, principalmente no trabalho. Minha vida seria realmente muito mais complicada sem a possibilidade de troca de mensagens instantâneas.

Mas eu realmente fiquei muito intrigada pelo fato de que ela entrava na web só para ir ao MSN. Pensava eu “por que não entra em sites de revistas, jogos on-line, qualquer site?”. Algumas hipóteses:

1) Falta de uma Educação que mostre outras possibilidades
2) Conhecimento de outras possibilidades, mas falta de hábito
3) MSN como espaço físico ocupado pela mente, como antigamente o nosso corpo ocupava as ruas. Ãh?! É uma hipótese a partir da entrevista com os psicanalistas Mário Corso e Diana Lichtenstein Corso publicada na revista Pátio deste mês. Abaixo, um trechinho:

P – O computador, com o MSN, por exemplo, tornou-se uma alternativa de os adolescentes se corresponderem. Esse é o um novo espaço de contato?

Mário – Nesta época, a possibilidade de retomar o contato de rua é via internet, embora não seja a mesma coisa. Os efeitos a gente vai saber depois, mas é melhor do que nada. Há uma interação, uma troca. Para os inibidos é mais fácil, pois o corpo fica de fora. É por isso que a sexualidade corre à solta na internet, porque o corpo não entra. É uma sexualidade de fantasia. É o paraíso do neurótico obsessivo: ninguém toca nele.

Diana – Talvez essa “epidemia de hiperatividade” que está acontecendo hoje se deva ao fato de que as crianças não sabem mais onde encaixar seu corpo. O único espaço público que resta às crianças da classe média, que têm mais possibilidade de proteção familiar e mais recursos culturais, é o shopping center. Um lugar aonde não se pode ir de short e blusinha manchada, comendo bolacha recheada e ficando com o recheio entre os dentes, porque se deve estar lá basicamente para ser olhado. (…)  – Leia a íntegra da entrevista, dedicada nesta edição à “Escola Multimídia”

A hipótese 3 fez sentido?

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Eu ainda não disse isso por aqui. Faltou-me coragem? Talvez…
O registro dá um caráter concreto às idéias e, quando se faz pesquisa, as mudanças são constantes. Mas já está na hora de assumir (pra mim mesma) que esse é o ano das comunidades virtuais. A proposta de investigar a orientação de professores nas buscas dos alunos pela web ficou para depois. Ela havia sido informada na primeira postagem deste blog (criado, por sinal, para trocas em torno desse e de outros temas). 

2008 chegou… é hora de pôr as mãos nos dados. Desejem-me sorte!

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46 anos de magistério. E o professor que se reunia com orientandos em cima de uma árvore, em plena São Paulo, aposenta-se. Moacir Gadotti deu sua última aula na Faculdade de Educação da USP na tarde desta sexta-feira (9/11/2007). “Valeu a pena e vou continuar trabalhando na área de Educação. Não existe instituição perfeita. Vejo que nestes 46 anos a felicidade não tem sido muito companheira da escola. Mas temos que buscá-la”. 

Gadotti levou nove anos para concluir o ensino superior, viveu com Paulo Freire em tempos de exílio e passou os últimos anos dividindo-se entre dar aulas, viajar o mundo e dirigir um instituto. Todo um esforço para fazer acreditar que “Educar para um outro mundo possível” é mais que possível, é necessário. “A Educação não transforma o sistema. Transforma as pessoas que podem mudar o sistema”, disse pouco antes de receber da sua última turma cartões com mensagens e uma garrafa de vinho.

Com alguns alunos, foi para um bar, dentro do campus. Certamente um fim de tarde inesquecível, de risos e esperanças. Terminou com um abraço coletivo, em meio a árvores, e um desejo sussurado pelo professor: de que tivéssemos 46 anos de magistério felizes.

PS: Depois que alguns goles de Steinhäeger, parece que o professor aderiu à campanha Blog do Gadotti. Aguardem notícias!

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