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Archive for the ‘Internet’ Category

Meu segundo filho nasceu!

Este blog fez parte desta história, já que, no início, ele foi criado para registrar e compartilhar reflexões durante o mestrado, cuja pesquisa deu origem ao livro. As pessoas que comentaram os posts, além das redes e comunidades que participei na época, também tem sua parcela de “responsabilidade”.

Seria um prazer conhecer você pessoalmente no lançamento 🙂

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Diz ele, nos “finais” do bate-papo: a interface pode ser visível ou invisível. O exemplo deste último é o Google: você não vê o que acontece, os resultados aparecem como mágica, não há uma metáfora da interface.

Uma interface didática
O professor falando e alunos ouvindo é uma interface antiga, do século XIX. Quando uma criança/jovem joga um game e o faz por diversão, em tempo livre, sua atenção é captada e age no cérebro da criança de forma diferente de uma aula. Os professores precisam aprender com os games como tornar a aula uma interface mais interessante.

No caso da epidemia de cólera, o produto final foi a cura. Existe produto final quando falamos em novas tecnologias? Qual seria?
O produto final do processo final da cólera foi a compreensão, que resultou na cura e, desde então, não há mais epidemia de cólera. Agora, temos novas formas de tecnologia que detectam de forma mais rápida os problemas do nosso tempo.

….

Registros feitos, concordo com meu amigo Henrique Martin de que esperávamos mais. Os livros serão vendidos do mesmo jeito, então, tanto faz…

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O título acima é do livro de Lúcia Santaella, que ganhei do meu orientador para as férias, “finitas”, por sinal. Livro sério, como a autora, professora da pós em Semiótica e Comunicação da PUC-SP, que o escreveu a partir de uma pesquisa financiada pelo CNPq. Nela, Santaella traça três estilos de navegação, correspondendo-os aos três tipos de raciocínio elementares, estabelecidos por Pierce (abdução, indução e dedução).

O ERRANTE: “aquele que navega utilizando o ponteiro magnético do seu instinto para adivinhar, isto é, movimentar-se orientado primordialmente pelas inferências abdutivas” (p. 178), que emboras sejam frágeis, são elas que concebem ao humano a capacidade de criar. “… a abdução consiste em, diante de um fato surpreendente, chegarmos a uma hipótese que possa explicá-lo”(p. 100).

O DETETIVE: “aquele que, orientado por inferências indutivas, segue, com muita disciplina, as trilhas dos índices de que os ambientes hipermidiáticos estão povoados. Os resultados que alcança resultam do emprego de uma lógica do provável. (…) Seu percurso caracteriza-se, portanto, como um processo auto-organizativo próprio daquele que aprende com a experiência.” (p. 178). Podemos entender indutivo como um tipo de raciocínio que parte de um caso isolado para uma conclusão generalizada.

O PREVIDENTE: “se movimenta seguindo a lógica da previsibiliade. Por isso, é capaz de antecipar as consequências de cada uma das suas escolhas(…). Isso é possível porque a atividade mental mestra do previdente é a da elaboração. Por ter internalizado os esquemas gerais que estão subjacentes aos processos de navegação, adquiriu a habilidade de ligar os procedimentos particulares aos esquemas gerais internalizados”. (p. 178)

Já sabe qual o seu estilo de navegação?
Se pensou em apenas um deles, se enganou.

“A classificação dos internautas nos três tipos: errante, detetive e previdente (…) não quer significar que o perfil cognitivo do internauta esteja dividido nessas três modalidades, uma excluindo a outra. Embora haja casos e situações, como por exemplo, o caso do usuário novato, o do leigo e do experto, em que um tipo predomina sobre o outro, a abdução no primeiro, a indução no segundo e a dedução no terceiro, os três tipos são linhas de força que agem de modo indissolúvel, no comando das inferências mentais, estas devidamente acompanhadas por processos sensórios, perceptivos, seletivos, decisórios e motores que lhes são correspondentes.” (p. 91)

Tá feito o registro.

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A Bienal do Ibirapuera será transformada numa grande cidade tecnológica de 11 a 17 de fevereiro de 2008, quando acontece a Campus Party Brasil – o maior encontro de comunidades da Internet do mundo.

Com o mesmo espírito da festa que já acontece há 11 anos na Espanha, a Campus Party Brasil será um espaço de encontro e de aprendizagem. Durante 7 dias e 7 noites, milhares de participantes acampam em suas barracas, com seus computadores a tira-colo, trocando momentos, idéias e experiências.

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Hoje foi a premiação do Concurso Internacional EducaRede: Internet e Inovação Pedagógica. Quatro professores que apresentaram projetos desenvolvidos na rede pública ficaram em primeiro lugar (já que eram quatro categorias). Gládis Leal dos Santos, do blog Palavra Aberta, foi uma delas – saiu de Joinville (SC) com o pé engessado para saber se ganharia uma viagem à Madri. Conhecida na blogosfera pela capacidade de articulação, seu projeto levou ao blog professores e alunos de vários estados, numa rede de colaboração. É um grande exemplo de uso pedagógico de blogs. 

Impressionou-me a auto-determinação das professoras nordestinas que estavam entre as premiadas. Maranhão, Sergipe e, principalmente, Ceará lutam contra a falta de recursos e a distância dos grandes centros para inovarem.  E o descaso profissional? Uma delas comentava o não reconhecimento de seu trabalho junto à secretaria, que sequer se manifestou quando informada de que uma docente da rede era finalista de um prêmio internacional. Êta falta de estímulo!

É coragem pra todo lado. Até o professor aposentado da USP José Manuel Morán, em sua participação no evento, contou como era caçoado pelos colegas nos idos dos anos 80 e 90. Diziam que ele (na USP!) não ganhava remuneração extra para trabalhar com tecnologia…. Levar os alunos para o laboratório era sinônimo de matar aula. “Ser inovador tem seu preço. Significa incomodar aqueles que não querem ser incomodados”, disse. E concluiu: “O que me mantem vivo é aprender“. Alguém discorda?

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Jornalismo, Educação e Novas Tecnologias! Temos muito em comum com o blog Monitorando… Rogério Christofoletti está, de forma colaborativa, criando uma lista “para juntar os principais blogs dos pesquisadores em comunicação no Brasil”. Veja que bacana.

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pierre-levy.jpgDiferentemente de Andrew Keen (no post abaixo), Pierre Lévy sempre “botou a maior fé” na colaboração em rede e na Inteligência Coletiva, termo que ele próprio cunhou. Enquanto trabalha no desenvolvimento da Web Semântica – uma linguagem que possa ser reconhecida por qualquer computador, ultrapassando a barreira das línguas naturais – o principal filósofo da cultura virtual esteve no Brasil na semana passada.

Entre as várias palestras que deu, Lévy reuniu-se com um grupo para um encontro-laboratório. Eu estava lá e, além de conferir a simpatia do professor da Universidade de Otawa (Canadá), e fazer pergunta (claro!), produzi uma materinha com alguns dos pontos que julguei mais importantes. A foto (ao lado) o Zé que tirou. Tá lá no EducaRede.

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