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Archive for the ‘professor’ Category

Meu segundo filho nasceu!

Este blog fez parte desta história, já que, no início, ele foi criado para registrar e compartilhar reflexões durante o mestrado, cuja pesquisa deu origem ao livro. As pessoas que comentaram os posts, além das redes e comunidades que participei na época, também tem sua parcela de “responsabilidade”.

Seria um prazer conhecer você pessoalmente no lançamento 🙂

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divulgacao.jpgNeste feriadão, quase enlouqueci para definir o que é uma comunidade virtual de aprendizagem. E não conclui – isso ainda vai longe (por favor, me indiquem artigos a respeito!).  Ainda bem que à noite passava um bloco de rua em frente à minha casa e me lembrava que era Carnaval. Amo Carnaval, mas às vezes o amor tem que esperar : (

Entre uma leitura e outra resolvi, finalmente, me inscrever em uma lista de discussão que desejava participar há tempos: blog_educativos – Blogs, Internet e Web na Educação (veja o site deles). Será um prazer conversar com pessoas que amam ou simplesmente gostam de trabalhar com esses temas. É claro que, de cara, fui logo lançando a pergunta: seria aquele fórum uma comunidade virtual de aprendizagem? Aguardo ansiosa as respostas que virão.

E elas virão! Porque percebi que, mesmo se não for caracterizado como tal, o sentimento de comunidade existe e é revelado por seu principal elemento (e o mais difícil de se constituir): a colaboração.

Foi graças a uma resposta a um pedido de ajuda que descobri o site http://www.scribd.com/ onde podemos fazer upload de arquivos, gratuitamente. Sei que tem muitos como este na Web, mas nada como receber a indicação de um membro da comunidade.

Fui testar e resolvi “subir” minha pesquisa sobre o universo das TVs Educativas e a possibilidade de veiculação de produtos audiovisuais de escolas – um projeto para o NCE/ECA/USP, os pais da Educomunicação no país, a partir do Educom.TV. É a conclusão de uma especialização que terminei em 2004 e que, fora a biblioteca da ECA, só constava no meu computador. Sim, pessoas como eu ainda cometem essas burrices! Assumo e me envergonho :-((

Cá está pra quem quiser saber no que eu me meti naquela época e conhecer os recursos do gentil hospedeiro: Em tela cheia   –   Com opções lateriais

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Uma prima de quinze anos passou alguns dias em minha casa nestas férias. Em minha casa mais ou menos porque grande parte do dia ela estava mesmo no MSN, conversando com seus amigos, que surgiam principalmente à noite. Nada contra. Eu mesma sou uma adepta desta forma de comunicação, extremamente útil, principalmente no trabalho. Minha vida seria realmente muito mais complicada sem a possibilidade de troca de mensagens instantâneas.

Mas eu realmente fiquei muito intrigada pelo fato de que ela entrava na web só para ir ao MSN. Pensava eu “por que não entra em sites de revistas, jogos on-line, qualquer site?”. Algumas hipóteses:

1) Falta de uma Educação que mostre outras possibilidades
2) Conhecimento de outras possibilidades, mas falta de hábito
3) MSN como espaço físico ocupado pela mente, como antigamente o nosso corpo ocupava as ruas. Ãh?! É uma hipótese a partir da entrevista com os psicanalistas Mário Corso e Diana Lichtenstein Corso publicada na revista Pátio deste mês. Abaixo, um trechinho:

P – O computador, com o MSN, por exemplo, tornou-se uma alternativa de os adolescentes se corresponderem. Esse é o um novo espaço de contato?

Mário – Nesta época, a possibilidade de retomar o contato de rua é via internet, embora não seja a mesma coisa. Os efeitos a gente vai saber depois, mas é melhor do que nada. Há uma interação, uma troca. Para os inibidos é mais fácil, pois o corpo fica de fora. É por isso que a sexualidade corre à solta na internet, porque o corpo não entra. É uma sexualidade de fantasia. É o paraíso do neurótico obsessivo: ninguém toca nele.

Diana – Talvez essa “epidemia de hiperatividade” que está acontecendo hoje se deva ao fato de que as crianças não sabem mais onde encaixar seu corpo. O único espaço público que resta às crianças da classe média, que têm mais possibilidade de proteção familiar e mais recursos culturais, é o shopping center. Um lugar aonde não se pode ir de short e blusinha manchada, comendo bolacha recheada e ficando com o recheio entre os dentes, porque se deve estar lá basicamente para ser olhado. (…)  – Leia a íntegra da entrevista, dedicada nesta edição à “Escola Multimídia”

A hipótese 3 fez sentido?

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Eu ainda não disse isso por aqui. Faltou-me coragem? Talvez…
O registro dá um caráter concreto às idéias e, quando se faz pesquisa, as mudanças são constantes. Mas já está na hora de assumir (pra mim mesma) que esse é o ano das comunidades virtuais. A proposta de investigar a orientação de professores nas buscas dos alunos pela web ficou para depois. Ela havia sido informada na primeira postagem deste blog (criado, por sinal, para trocas em torno desse e de outros temas). 

2008 chegou… é hora de pôr as mãos nos dados. Desejem-me sorte!

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46 anos de magistério. E o professor que se reunia com orientandos em cima de uma árvore, em plena São Paulo, aposenta-se. Moacir Gadotti deu sua última aula na Faculdade de Educação da USP na tarde desta sexta-feira (9/11/2007). “Valeu a pena e vou continuar trabalhando na área de Educação. Não existe instituição perfeita. Vejo que nestes 46 anos a felicidade não tem sido muito companheira da escola. Mas temos que buscá-la”. 

Gadotti levou nove anos para concluir o ensino superior, viveu com Paulo Freire em tempos de exílio e passou os últimos anos dividindo-se entre dar aulas, viajar o mundo e dirigir um instituto. Todo um esforço para fazer acreditar que “Educar para um outro mundo possível” é mais que possível, é necessário. “A Educação não transforma o sistema. Transforma as pessoas que podem mudar o sistema”, disse pouco antes de receber da sua última turma cartões com mensagens e uma garrafa de vinho.

Com alguns alunos, foi para um bar, dentro do campus. Certamente um fim de tarde inesquecível, de risos e esperanças. Terminou com um abraço coletivo, em meio a árvores, e um desejo sussurado pelo professor: de que tivéssemos 46 anos de magistério felizes.

PS: Depois que alguns goles de Steinhäeger, parece que o professor aderiu à campanha Blog do Gadotti. Aguardem notícias!

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Moacir Gadotti é um homem planetário. 
Tornou-se um viajante por  “opção de vida”. “Uma vez fui à Europa, na época de estudante, só para conhecer o autor de um livro que eu havia lido. Paguei a passagem em 36 vezes.” Eis um conselho aos seus alunos: “nós temos que nos desterritorializar, criar possibilidades”. Hoje ele viaja não só por opção, mas por demanda da sociedade. E são tantas as viagens, tantas as histórias, que lanço a campanha Blog do Gadotti – ele riu da idéia, mas uma hora vai encontrar um tempinho para pensar a respeito (acredito, particularmente, que a tecnologia é grande arma para a difusão de novos discursos). Hoje nos contou três boas experiências, às quais poucos têm acesso (por isso, o blog, oras).
Eis uma:

Ontem, esteve reunido com professores e sindicalistas das prefeituras da baixada fluminense (RJ). Tema: Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). “Mas eu disse a eles que não tinha conhecimento suficiente para debater o assunto.” Então foi para abrir o grande encontro, tratando de políticas públicas e seus planos de Educação (que por sinal, não deram certo). Depois que terminou – aposto que num tom otimista, como sempre – disseram-lhe:
“Agora o senhor vai ouvir”.

Desceu do palco e logo formou-se uma fila de pessoas para falar. O desabafo daqueles professores foi tão cruel e desanimador que o deixou impressionado (e isso não é força de expressão). Os professores da baixada fluminense são constantemente ameaçados de morte por traficantes. Não podem tratar de violência, marginalidade e de drogas com seus alunos. Alguns já foram mortos por desafiar o tráfico – há, inclusive, bandidos entre vereadores de algumas cidades. “O espaço da escola é o da construção da realidade e do sujeito. Mas eles sequer podem falar de violência!”

O professor da USP, que participa da organização dos Fóruns Social Mundial, que dirige o Instituto Paulo Freire (de quem é hoje o principal discípulo) entendeu, então, o porquê das frases escritas na lousa: “Não ao PDE”; “Não ao PEE” – plano estadual de Educação. E os comparou a Mefistófeles – o diabo de Goethe – que tudo nega.  Para eles, é preciso recomeçar do zero, acabar com toda a situação em que vivem.

Diante das histórias que ouviu, concluiu: “essa geração de alunos é uma geração perdida. Não tem mais saída. A dívida educacional é tão grande que vai demorar décadas para que ela seja paga”. Se for. Por isso, é preciso uma nova lógica, uma nova lógica de mundo. E “Educar para um outro mundo possível”, título de seu último livro.

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