Feeds:
Posts
Comentários

logo_grupo_nos1Queridos internautas,

Este ano começo com uma novidade: eu e alguns amigos formamos um grupo de pesquisa para investigar e desenvolver projetos que relacionem Educação e Inteligência Coletiva.

O Grupo Nós nasceu na disciplina de Pós da Faculdade de Educação (USP) “Ensinando em Ambientes Virtuais” e, por isso, conta como madrinha incentivadora a Profa. Dra. Vani Kenski, professora da disciplina.

logo_cidade1Possui também um padrinho, o Prof. Dr. Gilson Schwartz que, sempre empreendedor, nos associou à Cidade do Conhecimento da USP.

A eles o nosso agradecimento público!

Incentivo, como vocês podem ver, não nos falta. E já começamos a trabalhar, desenvolvendo os locais onde compartilharemos conhecimento. Convido vocês a clicarem nos links abaixo e conhecerem mais um pouco do Grupo Nós:

Site: www.gruponos.net

Blog: www.gruponos.net/blog

Aguardamos a sua visita e colaboração!

Anúncios

Nosso maior medo, não é sermos inadequados.
Nosso maior medo é de sermos poderosos além da medida.
É a nossa LUZ, não a nossa escuridão o que nos apavora.
Perguntamos a nós mesmos: Quem sou eu para ser brilhante, esplendido, talentoso e fabuloso?

Na verdade, porque não seria? Bancar o pequeno, não serve o mundo.
Nascemos para tornar manifesta a glória de Deus que está dentro de nós…
E quando deixamos nossa própria LUZ brilhar, inconscientemente damos aos outros a permissão para fazerem o mesmo.

Quando nos libertamos do Medo de sermos LUZ,
todo o nosso ser se converte em LUZ.
Na verdade a LUZ é a ressonância do AMOR.
E onde existe o AMOR, sempre existirá LUZ.

Nelson Mandela (discurso de posse 1994)

Na terça-feira passada, participei do encontro de encerramento das formações a distância da Diretoria Regional de Santo Amaro, de São Paulo. É uma das primeiras experiências em ensino online daquela DRE e dava gosto ver o quanto aquelas educadoras, que arriscaram e foram aprendendo a ensinar também durante o processo, estavam satisfeitas com o resultado.

Acabei fechando o evento falando sobre comunidades virtuais de aprendizagem e formação a distância, incentivando para que aquela rede não se desfaça. São dois os principais desafios das CVAs: formar a rede e depois mantê-la. Neste período de festas, então, fica ainda mais difícil. Mas vamos torcer para que aquelas educadoras permaneçam unidas para trocarem suas experiências com o uso de tecnologias na Ed. Infantil e Ensino Fundamental.

Não há nada como aprender com o próprio colega…

Durante seis meses, aproximadamente, fui responsável pela formação de gestores de comunidades virtuais de aprendizagem em uma rede aberta (não um curso fechado), no portal EducaRede. Ao final, pedi aos educadores que escrevessem o que aprenderam para compormos um texto coletivo, este aqui.

Fiquei feliz com as “falas” e até consigo ver a expressão dos rostos que, por acaso, conheci pessoalmente. Com alguns deles, desenvolvi laços mais estreitos do que com outros – o que também acontece presencialmente.

Passei a admirar muitos deles ao acompanhar a persistência em tentarem implementar projetos de educação online na rede pública, onde as dificuldades vão desde a conexão e falta de equipamentos até a burocracia estatal, quiçá os desafios de ensinar online.

Acho que foi um bom fechamento  para este ano e, confesso, já sinto saudades… 🙂

  • Liberdade na Internet. Sérgio Amadeu e André Lemos apresentaram o painel Liberdade na Internet, que terminou em mobilização contra o projeto do senador Azeredo (saiba mais). Quase todos, inclusive eu, gravamos uma frase contra o projeto. No meu caso porque entendo que ele vai reprimir a cultura de colaboração que emerge a partir do ciberespaço. As “repressões” sugeridas no projeto não conseguirão deter a criminalidade, apenas sufocar esta cultura de que tanto precisamos. Um flashmob está marcado para esta sexta, às 18h, no canteiro central da av. Paulista. É só aparecer na altura do 900, em frente ao prédio da TV Gazeta, com uma folha escrita NÃO.
  • GT de Educação. É o que o prof. Marco Silva pretende criar dentro da ABCiber, até porque a discussão entre Educação e Cibercultura não encontram espaço em reuniões como Anped. No painel temático 4 “Educação na Cibercultura II: Dialogia e dicotomia na rede” de que participei, no qual Lilian Starobinas fez uma apresentação, Marco Silva convidou os presentes (uns 15) a apresentarem suas pesquisas na próxima edição e manterem contato para que este GT possa ser constituído. Isto é um processo, já que o Simpósio está apenas em sua segunda edição.
  • Das conversas no “GT”, vale registrar o consenso do grupo de que uma boa mediação pode superar as dificuldades impostas pelo ambiente virtual. Ninguém conseguiu apontar um ambiente que cumpra o que queremos (se é que o sabemos), ficamos naquele de sempre: o moodle…
  • Comentário: nada de tecnologias nas conferências do primeiro dia: só cuspe mesmo. Bom, pelo menos tem transmissão ao vivo: http://www.cencib.org/simposioabciber/aovivo.html. No site, já estão disponíveis os trabalhos enviados para os painéis. Fico no aguardo das conferências.

A abertura do II Simpósio Nacional da ABCiber foi realizada pelo presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores da Cibercultura Eugênio Trivinho que tratou, basicamente, da situação deste novo campo:

  • O campo da cibercultura é interdisciplinar e se volta às questões que antes eram preocupações da filosofia, sociologia, antropologia, etc. (ainda continuam, né?) para compreender o mundo em rede.
  • campo aleatório e auto-organizável, científico e cultural.
  • busca reconhecimento como área de pesquisa institucionalizada.

Doutorando da platéia, pergunta:

  • Estamos caminhando para uma nova ciência, como alguns pesquisadores estão chamando “ciência das redes”?
  • O que é simples continuação da história humana e o que novidade?

Trivinho responde:

  • hoje não é ciência, nem área. É campo porque se formou de modo espontâneo.
  • ele acha que aí não está o embrião de uma nova ciência, mas é possível que se forme no embate dos pesquisadores para desenvolvê-la.

COMUNIDADE VIRTUAL

Também sobre o campo, mais especificamente sobre a cibercultura em si, o Prof. Theóphilos Rifiotis, do grupo de estudos da cibercultura a partir da antropologia, da UFSC, fez uma reflexão sobre os fundamentos teórico-metodológicos da cibercultura. Lançou uma série de perguntas/idéias como a seguinte:: por que falamos em rede sociotécnica e nas etapas finais das pesquisas nos restringimos aos sujeitos, excluindo o técnico? É um desafio para nós, pesquisadores…

Outra fala de Theóphilos, que para mim é óbvia, mas ainda não havia pensado a respeito na minha pesquisa sobre comunidades virtuais de aprendizagem, é a de que o objeto não é só observável. Ao assumirmos e descrevermos a cibercultura e as comunidades virtuais, nós também somos instauradores dessa realidade. Existe aí, então, uma zona de tensão porque não só pesquisamos, mas ao fazê-lo, criamos.

Antes, comunidade era adjetivo, diz o professor. Agora, é substantivo “comunidade” virtual. Se é substantivo, temos que descrever. Mas se o sujeito está fragmentado no ciberespaço, como falar em comunidade? É realidade ou apenas designação? Muitas são as questões que os pesquisadores têm para responder. Entre estas, o importante para ele é rastrear o que decorre das conexões e ligações entre sujeito-objeto, subjeito-sujeito.

Participei do primeiro dia do II Simpósio Nacional da ABCiber (Associação Brasileira de Pesquisadores da  Cibercultura), que começou ontem e vai até quarta na PUC-SP. Houve um momento, pela manhà, que o debate esquentou.

Entre alguns palestrantes, era consenso a incerteza e a dificuldade de definir cibercultura, seu campo e mesmo ciberespaço:

  • “não sabemos direito o que é e o que fazer com o conhecimento ciber” (Lucrécia Ferrara, PUC/SP)
  • “cibercultura é definição de época” (Eugênio Trivinho, presidente da ABCiber)

Mas Lúcia Santaella (PUC), da platéia, se coloca dizendo que discordava:

  • ciberespaço surgiu como intuição por William Gibson, que até escreveu um livro dando os primeiros passos para fazer parte do ciberespaço.
  • Cibercultura é uma época, mas também são práticas e suportes tecnológicos que avançam.
  • É possível definir ambos, sim, porque da época de “ciberespaço” de Gibson (pelo menos), pra cá, foi-se formando um campo de referência, com toda uma literatura a respeito da cibercultura, pesquisas, que foi dando precisão a estes termos. (Gravei com ela uma definição para o EducaRede. Aguardem…)

Lucrécia respondeu que a cibercultura é um objeto que não se deixa amarrar por um nome, por isto é incerto. Para Santaella, esta opinião é de quem está de fora, para quem está dentro o objeto é determinado.

Bom, tirem suas certezas ou não…